Palermice de Bacalhau

Julho 4, 2008

Distantes da razão.

Filed under: Internacional,Política,Portugal — douradodossantos @ 9:15 am

Julgava que este discurso já não seria possível nos nossos tempos. Bem sei que ainda existem por aí alguns grupos que defendem a revolução pela força, e o povo de enxada numa mão e metralhadora na outra. Mas isto são pequenos devaneios, resquícios de outros tempos, servem mesmo para nos enteter e dar uma boa risada. No fundo, no fundo, sabemos que não estão a falar a sério.

Agora, este discurso do resistir.info é que eu já não achava possível. Lamentar a libertação de 15 reféns de um grupo terrorista (sei que é muito romântica a visão da luta de classes, mas actualmente não passa de um grupo de traficantes e raptores, cujo alvo é frequentemente o povo que tanto alegam defender, e que mantêm sob o seu jugo de terror a população de uma área equivalente à França), é inconcebível nos dias de hoje. Lamentar a libertação de 15 pessoas a quem inqualificavelmente havia sido negado um dos mais elementares direitos humanos apenas pode revelar um total desrespeito pelo homem, pela democracia, e um perigosa alienação da sociedade e dos seus valores.

Adicionalmente, acusar uma ex-candidata presidencial de pertencer à classe política dominante é altamente irónico. E hipócrita. Pergunto, não serão os deputados afectos a estes senhores igualmente parte da classe política dominante? Não serão os lideres da CGTP (no posto à décadas, que os tachos não se largam assim de um momento para o outro) membros da classe política dominante? Não será uma classe política dominante eleita democraticamente, muito melhor e mais justa do que uma classe política dominante eleita pela força e eternizada no poder pelas estruturas de um partido?

Infelizmente, continua a existir uma certa esquerda que envergonha a restante esquerda.

Post Script: O PCP acabou à pouco de votar contra um voto de congratulação pela libertação de Betancourt e que condenava a acção das FARC. Na perspectiva do PCP a libertação da senhora é uma coisa boa. Mas não há nada para condenar no facto de ter sido raptada e feita prisioneira durante 2323 dias (mais ou menos 6 anos), no meio do mato. Deve ser de facto algo perfeitamente natural em nome da luta pelo povo. A minha mente é que não consegue concordar.

No fundo isto não é mais do que um tiro nos pés, dado pelo PCP. Assim todos ficamos a conhecer a sua concepção de luta.

Já agora, não percam aqui este artigo da Agência Bolivariana de Prensa. Parece que estão muito preocupados com a violação do Direito Internacional. Via Blasfémias.

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Julho 3, 2008

Como se fazem as coisas na Madeira

Filed under: Madeira,Política — Rui Cabral @ 2:04 pm

José Manuel Coelho é uma voz que incomoda na Madeira, isto porque faz política ao estilo de João Alberto Jardim. Se eu tivesse de imaginar o Alberto João Jardim num partido como o PND imaginaria-o assim, sem tirar nem pôr.

Por isso a Assembleia Legislativa Regional da Madeira (ALRM) mudou o regimento de forma a reduzir a participação de José Manuel Coelho em pouco mais de 2 minutos. Este em protesto lembrou-se de…

Levar um Relógio de cozinha ao pescoço!!!

Ainda me estou a rir neste momento…

Julho 1, 2008

Teixeira dos Santos, “O optimista”

Filed under: Economia,Política,Portugal — Rui Cabral @ 9:13 am

A política económica é feita de lags, uma vez que nunca é imediata. Por isso é que quando tomamos uma decisão de política económica devemos ter em conta o passado, o presente e os vários cenários de futuro. Foi isto que escapou a Teixeira dos Santos quando decidiu baixar o IVA 1% num mês onde se irá sentir um grande fluxo de comércio devido ao turismo.

Se por um lado é certo que Teixeira dos Santos nunca acreditou que o petróleo ultrapassasse os 70 dolares por barril, a verdade é que já assumia que errou. A política económica do Ministro das Finanças pretende transmitir optimismo, mas quando esse optimismo é cego passa a ser um optimismo sem credibilidade para os agentes económicos e essa não vale de nada.

Junho 26, 2008

O mundo ao contrário!

Filed under: Política,Portugal — douradodossantos @ 9:25 pm

                            ruraq_world_true_orientation

 

No programa frente a frente da Sic Noticias, estiveram em confronto Pedro Passos Coelho e Ruben de Carvalho.

Eu disse em confronto? Peço desculpa. Nunca vi o PCP e o PSD a concordar em tanta coisa.

                                       Anders Fogh as Communist Superman

Financiamento ao Crime

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal — Rui Cabral @ 1:52 pm

A PJ apreendeu haxixe num barco de pesca, engraçado é pensar que o dono deste barco de pesca provavelmente terão estado nas manifestações para obterem o gásoleo mais barato. Mais engraçado ainda é pensar que o gasóleo que eles tinham no barco é financiado pelo o Estado Português, ou seja, nós todos.

Dúvidas houvessem

Filed under: Economia,Internacional,Política — Paulo Rosário @ 10:50 am

Agora que as primárias acabam, o meu apoio, e uns eventuais 20 doláres irão para Obama. A foto parece confirmar algumas teses antigas. É também no mínimo curioso que o ipod de Obama seja alvo da análise política de vários jornais e bloggers.

Junho 25, 2008

Matar Animais = Partir Vidros ?

Filed under: Política,Portugal — Rui Cabral @ 5:16 pm

 =  ?!?

Quando li a noticia que um cão tinha sido mutilado e deixado sem assistência durante 24h pensei: isto é bárbaro.

Mais estupefacto fiquei quando verifiquei que o ordenamento jurídico português não contempla o crime de agressão a animais, ou seja, a única maneira de punir criminalmente é encarando a agressão como um crime de dano de propriedade.

Eu não consigo encarar a agressão a um animal como um dano de propriedade. Para mim um animal, uma vida de um animal tem um valor diferente do que a de um objecto que possa constituir a minha propriedade.

A sociedade precisa de evoluir e passar a encarar este crime de outra forma que não o dano de propriedade.

Esta escolha pode ser fácil…

Filed under: Política — Paulo Rosário @ 10:13 am

Mas esta, pensava que estava claro, ainda é mais fácil.

Menos Estado, porque não?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Rui Cabral @ 9:23 am

José Castro Caldas fez uma descoberta interessante: A diminuição do peso do Estado no PIB tem vindo a reflectir-se nas comprasr do Estado.

Isto para mim são boas noticias, significa que o Estado está a procurar gastar menos mas mantendo os mesmos serviços (e espero, a qualidade dos mesmos). No entanto este ladrão de bicicletas é cego por crenças e fé tirando conclusões absurdas. Por um lado refere que a despesa pública no PIB diminui e que o “monstro fica mais magro” mas por outro diz que “não fica mais barato”. Os gráficos no post referem exactamente o contrário, fica mais barato.

Ricardo Paes Mamede põe-se a fazer um enorme esforço para tentar justificar que na realidade esta “faceta do neoliberalismo” (qual? a de comprar mais barato em vez de sermos nós a produzir?) com custos de regulação, como se estes não estivessem incluídos no “total da despesa pública do Estado”.  No final deixa um outro argumento brilhante:

“E a comunidade, há alguém capaz de garantir que fica melhor servida?” do mesmo modo poderemos perguntar: “E a comunidade, há alguém capaz de garantir que não fica melhor servida?

Agrada-me que o Estado, ao qual contribuo alegremente todos os meses, faça uma boa gestão do meu dinheiro e entregue à provisão privada aquilo que deve ser entregue.

Eu, não falto um dia ao meu trabalho para tentar arranjar uma máquina de lavar, recorro a um especialista se aquilo que eu tiver de lhe pagar for inferior ao dinheiro que perco por não ir trabalhar. Porque é que o Estado há-de ser diferente? Porque é que estas pessoas são “neoliberais” nos seus lares e “anti-neliberais” com o dinheiro dos outros?

Junho 24, 2008

Perguntar ofende

Filed under: Economia,Política,Portugal — Paulo Rosário @ 3:50 pm

“We hold  these truths to be self-evident: That all men are created equal.”

Ou muito me engano ou esta é uma das melhores frases do mundo. E se assumimos este axioma, e eu assumo, não faz sentido questionarmos outros sobre algo que é “self-evident”, sobre o risco de nos contradizermos. E de no final de conta afirmarmos nós próprios, ainda que de forma indirecta, que nem todos os homens são criados como iguais.

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