Palermice de Bacalhau

Julho 21, 2008

Tirar o capuz

Filed under: Palermices — luisdiogo @ 10:08 am

Todos os que me conhecem, sabem do meu interesse pelos temas críticos da nossa sociedade. Da geopolítica, à economia, das artes à ciência, passando, como não poderia deixar de ser, pelo último êxito de Tony Carreira (um bem haja!), sinto que tenho as minhas prioridades bem definidas.

Este post, vem trazer “à baila”, um dos grandes temas das sociedades modernas, a mutilação genital. Antes que comecem a pensar que venho falar das meninas no Yemen, Nigéria, Guiné e outros países africanos, quero desde já afiançar-vos que não.

A minha temática prende-se com a menos debatida e mais universalmente aceite mutilação genital masculina. Apesar de estar em declínio, é ainda muito praticada em países em vias de desenvolvimento (ex. alguns países na micronésia ou EUA). Não vou, como é óbvio explicar no que consiste, de forma a não ferir susceptibilidades, mas posso dizer que em casos extremos, nomeadamente em certos países africanos ou da micronésia, pode chegar ao esmagar de testículos, perfurar a uretra, para além da mais habitual circuncisão, entre outras atrocidades aos nossos pertences.

Mais do que explicar o como e o onde, procuro o porquê. Neste artigo do Economist , surge uma possível explicação.

Alguns neurobiólogos, opinam que a mutilação não é apenas um ritual para tornar os rapazes “just one of the boys”, ou meramente um acto religioso. A concorrência parece surgir como base desta teoria, onde os homens mais velhos de sociedades mais promíscuas, praticavam a mutilação nos mais jovens de forma a que estes não procriassem com as suas mulheres. Curioso.

Confesso que nunca vi os judeus como promíscuos, mas se eles mantêm este hábito, lá têm os seus porquês.

Apenas mais uma nota. No seguimento da notícia, reparo que a circuncisão, apesar de não ter efeito directo na fertilidade, pode dificultar a concepção devido tornar a “inserção do pénis e a ejaculação mais difíceis”. Ou seja trocando por miúdos, teoricamente um tipo leva mais tempo nos preliminares e depois leva mais tempo para ser vir…

Depois deste última observação, alguém tem dúvidas de quem inventou esta atrocidade?


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Junho 30, 2008

Empreendorismo

Filed under: Palermices — douradodossantos @ 4:56 pm

 

A rainha Isabel II comprou um McDonalds.

Junho 24, 2008

Entre o estado e a sociedade

Filed under: Arte,Economia,Internacional,Palermices,Política,Portugal — Paulo Rosário @ 1:18 pm

O pessoal anda preocupado com a minha suposta “obsessão” com a homosexualidade. Falham em perceber, que no fundo a existir, a minha obsessão é com a liberdade. Ao almoço discuti com um amigo onde o estado se deve intrometer ou não. Ele aceita o estado quase como o espelho da sociedade, sendo que dá à sociedade o poder máximo. Assim se o estado proíbe a homosexualidade é porque a sociedade o proibe e acredita que a sociedade tem esse direito. Apetece-me citar Margaret Tatcher e dizer “there’s no such thing as society”, mas não acredito nisso. Mas também não acredito que a sociedade seja um “ser superior”, um Big Brother.

Esquece-se o meu amigo que no “contrato social” não abdicamos de todos os direitos e liberdades mas apenas de alguns. Obviamente lembrei-me do 1984. Onde o estado não é definido pela sociedade (tal como em Portugal, ou outro país qualquer do mundo). Argumentaria o meu amigo que “esse estado” não seria reconhecido pela população. Mas a verdade é que em 1984, Orwell mostra como um estado é reconhecido pela sociedade. Aliás é essa a genialidade de 1984 de mostrar como estado e sociedade apesar de interdependentes são coisas diferentes, e que muitas vezes, mais do que uma relação de complementaridade podem ser inimigos (um dia também hei-de escrever de como acho 1984 uma das mais geniais histórias de amor de sempre). E apesar da minha razão ideológica à esquerda, sou obrigado a reconhecer, que em muitos aspectos o estado atenta contra a liberdade e o individuo.

Afinal todo o mundo era controlado com os lemas (amigo: especial atenção para o segundo): “War is Peace; Freedom is Slavery; Ignorance is Strength.

Junho 23, 2008

Momento “I lost myself” – O horror…o horror…

Filed under: Palermices — Paulo Rosário @ 6:22 pm

Não sei como alguns colegas bloggers vão encaixar a seguinte confissão nas acusações que me fazem de “pseudo”. Ando com a seguinte angústia, não sei o que é mais triste: ter uma garvata da Emernegildo Zegna ou estar algo orgulhoso de ter Emenegildo Zegna. Quem não perceber esta angústia, não pode dizer que me compreende.

Portraits of Lisbon

Filed under: Palermices — Rui Cabral @ 3:03 pm

Porque acho que sou capaz de fazer algo tão bom como o Nick Kinght, aqui vai:

Junho 16, 2008

Uma aventura no cabelereiro

Filed under: Palermices — Paulo Rosário @ 11:47 am

A ausência de capilaridade facial associada ao meu Sportinguismo, e algum desinteresse por futebol impossibilitam-me de ser um macho português. No entanto, apesar disto tudo, guardo um hábito: o barbeiro. Desde os oito anos de idade que apenas frequento o Barbeiro. Não frequento cabelereiros aliás só ontem é que fiquei a saber que se escreve cabeleireiro e não a minha versão alentejana de cabelereiro. Espero que fique bem vincado que abomino cabelereiros, e que o meu sonho é ser careca e ir ao barbeiro semanalmente para ler a bola. Acontece que mais do que sonhador sou altamente preguiçoso, e  apesar de s só ter uma obrigação a semana passada em férias: cortar o cabelo, não a cumpri. Como bom preguiçoso que sou, no domingo às três da tarde estava em casa, com o cabelo num estado impróprio para um profissional supostamente sério como eu. Entrei em pânico e corri para um centro comercial onde me enfiei num cabelereiro. Desde logo o facto de os cabelereiros serem “uni sexo” mostra que aquilo não é sitio para homens, se fosse, não necessitava de se apregoar como “uni sexo” ou como alguém bem dizia, mistas são as tostas.

O homem que mais vezes me cortou o cabelo chama-se Xico Marques, pesa algo como quarenta quilos, deve sofrer de Parkinson e fuma quatro maços de cigarros por dia no seu estabelecimento à Praça da República em Beja. Para ir ao Xico Marques basta entrar, sentar, e começar a ler o Diário do Alentejo de à três semanas. Aconteceu que ontem, por todos os motivos já explicados, fui ao “Jean Louis David”, marquei hora para as 18.40, pediram-me o contacto telefónico para onde depois fui avisado que havia “um pequeno atraso de dez minutos”, às 18.50 uma profissional chamada Joana começou uma mini-palestra sobre como na Jean Louis David os acessórios são descartáveis e tudo o resto é esterilizado. Também me informou que na Jean Louis David não se usam tesouras (acho que o Xico Marques só usa tesoura) e que todos os pedidos são feitos por catálogo. Eu quando vou ao barbeiro apenas consigo responder “curto” e “sim, é para cortar as patilhas”. No “Jean Louis David” tive de percorrer um primeiro catálogo para escolher o corte, e um segundo para escolher o corte do cachaço. Depois destas escolhas preliminares devo ter palmilhado uns 500 metros entre o local da lavagem e do corte umas duas ou três vezes, “Tem preferência pela marca do Champô?”, tive para pedir o de amêndoas do mini-preço, mas acabei por dar a resposta que mais usei nesta experiência, “não sei”. A Joana enquanto iniciava o corte perguntou-me se usava laca ou cera, a resposta, negativa e óbvia, creio que foi mal recebida, a Joana ainda deambulou e acabou por me recomendar cera, anui mas obviamente a cera lá em casa vai continuar a ser produto para o chão. Estava há dez minutos no Jean Louis David e já tinha trocado mais palavras com a Joana do que em 15 anos com o Xico Marques.

A verdade é que considero a barbearia uma forma civilizada de taxi, ou seja as conversas versam quase sempre sobre temas masculinos mas sem abjecções racistas e ordinárias, o JPC fala um barbeiro fabuloso que quando o cliente se senta pergunta “o cavalheiro deseja futebol, mulheres ou silêncio? . É o meu sonho.

A Joana após alguns cortes fez a pergunta que me deixou em choque: “Gosta de crista?”, eu estava à espera de uma sugestão arrojada tipo poupa. Mas crista? Oh meu deus. Disse que não.  A Joana insistiu, não gosta mesmo? E tive de reafirmar, não gosto mesmo nada. Não fossem os meus olhos míopes estarem sem óculos e teria visto o ar de desilusão da Joana que já me devia estar a planear uma crista cor-de-laranja. A partir daí fiquei em pânico, a possibilidade de a Joana construir uma crista no meu couro cabeludo à minha revelia deixou-me em pânico. Nem na massagem final, que ia jurar estar emersa numa cariz erótico, consegui relaxar. No fim, ainda recebi um cartão com 15% de desconto para utilizar até Julho, e um cartão com o contacto da Joana “caso tenha gostado”, o recepcionista mais parecia um chulo. A Joana foi uma boa profissional, mas há valores mais altos pelo que continuo à procura do meu barbeiro em Lisboa.

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