Palermice de Bacalhau

Julho 4, 2008

Propaganda islâmica!

Filed under: Internacional — douradodossantos @ 2:50 pm

O texto em Árabe diz: “Não as podes impedir mas podes tapar-te”

Podia ser a publicidade a uma qualquer marca de contraceptivos. Mas não. É a comunicação moderna ao serviço dos costumes radicais e tradicionais.

(Aqui)

Post Script: Inicialmente coloquei a seguinte tradução linear: “Não as podes impedir mas podes proteger-te”. Como estamos sempre a aprender, reformulei para a tradução actual. Está mais conforme à mensagem que se quer passar. Trata-se de um e-mail islâmico, que procura incitar as mulheres ao uso do véu. A ideia é de que, ao se taparem as mulheres estarão “protegidas” do assédio masculino.

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Distantes da razão.

Filed under: Internacional,Política,Portugal — douradodossantos @ 9:15 am

Julgava que este discurso já não seria possível nos nossos tempos. Bem sei que ainda existem por aí alguns grupos que defendem a revolução pela força, e o povo de enxada numa mão e metralhadora na outra. Mas isto são pequenos devaneios, resquícios de outros tempos, servem mesmo para nos enteter e dar uma boa risada. No fundo, no fundo, sabemos que não estão a falar a sério.

Agora, este discurso do resistir.info é que eu já não achava possível. Lamentar a libertação de 15 reféns de um grupo terrorista (sei que é muito romântica a visão da luta de classes, mas actualmente não passa de um grupo de traficantes e raptores, cujo alvo é frequentemente o povo que tanto alegam defender, e que mantêm sob o seu jugo de terror a população de uma área equivalente à França), é inconcebível nos dias de hoje. Lamentar a libertação de 15 pessoas a quem inqualificavelmente havia sido negado um dos mais elementares direitos humanos apenas pode revelar um total desrespeito pelo homem, pela democracia, e um perigosa alienação da sociedade e dos seus valores.

Adicionalmente, acusar uma ex-candidata presidencial de pertencer à classe política dominante é altamente irónico. E hipócrita. Pergunto, não serão os deputados afectos a estes senhores igualmente parte da classe política dominante? Não serão os lideres da CGTP (no posto à décadas, que os tachos não se largam assim de um momento para o outro) membros da classe política dominante? Não será uma classe política dominante eleita democraticamente, muito melhor e mais justa do que uma classe política dominante eleita pela força e eternizada no poder pelas estruturas de um partido?

Infelizmente, continua a existir uma certa esquerda que envergonha a restante esquerda.

Post Script: O PCP acabou à pouco de votar contra um voto de congratulação pela libertação de Betancourt e que condenava a acção das FARC. Na perspectiva do PCP a libertação da senhora é uma coisa boa. Mas não há nada para condenar no facto de ter sido raptada e feita prisioneira durante 2323 dias (mais ou menos 6 anos), no meio do mato. Deve ser de facto algo perfeitamente natural em nome da luta pelo povo. A minha mente é que não consegue concordar.

No fundo isto não é mais do que um tiro nos pés, dado pelo PCP. Assim todos ficamos a conhecer a sua concepção de luta.

Já agora, não percam aqui este artigo da Agência Bolivariana de Prensa. Parece que estão muito preocupados com a violação do Direito Internacional. Via Blasfémias.

Julho 1, 2008

Sou Católico não-praticante

Filed under: Internacional — Rui Cabral @ 2:25 pm

                                     

 

O Católico não-praticante é uma realidade muito forte nos dias de hoje, tão forte que existe uma definição do mesmo na wikipedia:

“Católico não-praticante” é um termo utilizado para definir aqueles indivíduos que, apesar serem batizados e se auto-declararem católicos, não praticam a religião em sua plenitude conforme exigido pelo Vaticano. Tal termo não indica um grupo oficialmente estabelecido na Igreja Católica.

Ora ser Católico (pertencer à Igreja Católica Apstólica Romana) e não concordar com a mesma é como ser comunista e estar no PSD à espera que o partido laranja mude de ideias e se torne comunista. Este fim-de-semana contaram-me uma frase de um dos meus padres favorito, ele referiu qualquer coisa como:

Ser Católico não-praticante é como dizer que sou ciclista não praticante.

Esta frase fez-me total sentido e faz-me querer que qualquer Católico não-praticante não é Católico, quanto muito é Cristão.

Junho 26, 2008

Outros custos escondidos dos movimentos pendulares

Filed under: Economia,Internacional,Portugal — Paulo Rosário @ 2:17 pm

Há uns dias quando escrevi sobre os custos escondidos de comprar casas fora do centro, alguém me disse que estes custos eram psicológicos e que não davam para pagar férias. Mas a verdade é que estes custos não são meramente psicológicos, e mesmo que o fossem, a parte psicológica é parte fundamental do meu ser.

Como consequência dos elevados custos de transporte, subida do petróleo e tal, e visto que esta subida deve muito pouco aos especuladores como tanta boa gente gostava de acreditar, notícia o NY Times, como as casas suburbanas têm vindo a desvalorizar a um ritmo muito mais acelerado que as casas “mais próximas”. Afinal como diz um suburbano, complementando a imagem incompleta de outros suburbanos:

“Living closer in, in a smaller space, where you don’t have that commute,” he said. “It’s definitely something we talk about. Before it was ‘we spend too much time driving.’ Now, it’s ‘we spend too much time and money driving.’ ”

Dúvidas houvessem

Filed under: Economia,Internacional,Política — Paulo Rosário @ 10:50 am

Agora que as primárias acabam, o meu apoio, e uns eventuais 20 doláres irão para Obama. A foto parece confirmar algumas teses antigas. É também no mínimo curioso que o ipod de Obama seja alvo da análise política de vários jornais e bloggers.

Junho 24, 2008

Entre o estado e a sociedade

Filed under: Arte,Economia,Internacional,Palermices,Política,Portugal — Paulo Rosário @ 1:18 pm

O pessoal anda preocupado com a minha suposta “obsessão” com a homosexualidade. Falham em perceber, que no fundo a existir, a minha obsessão é com a liberdade. Ao almoço discuti com um amigo onde o estado se deve intrometer ou não. Ele aceita o estado quase como o espelho da sociedade, sendo que dá à sociedade o poder máximo. Assim se o estado proíbe a homosexualidade é porque a sociedade o proibe e acredita que a sociedade tem esse direito. Apetece-me citar Margaret Tatcher e dizer “there’s no such thing as society”, mas não acredito nisso. Mas também não acredito que a sociedade seja um “ser superior”, um Big Brother.

Esquece-se o meu amigo que no “contrato social” não abdicamos de todos os direitos e liberdades mas apenas de alguns. Obviamente lembrei-me do 1984. Onde o estado não é definido pela sociedade (tal como em Portugal, ou outro país qualquer do mundo). Argumentaria o meu amigo que “esse estado” não seria reconhecido pela população. Mas a verdade é que em 1984, Orwell mostra como um estado é reconhecido pela sociedade. Aliás é essa a genialidade de 1984 de mostrar como estado e sociedade apesar de interdependentes são coisas diferentes, e que muitas vezes, mais do que uma relação de complementaridade podem ser inimigos (um dia também hei-de escrever de como acho 1984 uma das mais geniais histórias de amor de sempre). E apesar da minha razão ideológica à esquerda, sou obrigado a reconhecer, que em muitos aspectos o estado atenta contra a liberdade e o individuo.

Afinal todo o mundo era controlado com os lemas (amigo: especial atenção para o segundo): “War is Peace; Freedom is Slavery; Ignorance is Strength.

Junho 16, 2008

Um não merecido

Filed under: Internacional,Política — Rui Cabral @ 9:17 am

O tratado de Lisboa foi chumbado na Irlanda, por aqueles que foram ouvidos pelos seus governantes. Este primeiro-ministro poderá sofrer junto dos seus congéneres europeus mas, para mim, é aquele que menos vergonha deve ter pois foi o único que tentou fazer do Tratado de Lisboa uma decisão dos Irlandeses e não uma decisão sua, ou do seu governo.

A distanciação nas próximas eleições europeias provém deste atestado de burrice que nos têm passado desde 1986. A luta da Irlanda foi uma luta pela informação e uma lição que este tratado precisa de mais substância do que uns arranjos institucionais que nada dizem aos europeus.

Eu gostaria de votar “Sim ao tratado de Lisboa” ou “Não ao tratado de Lisboa” no meu boletim de voto das eleições europeias que se aproximam, de modo a marcar o meu descontentamento por não ter tido uma palavra a dizer no mesmo.

Junho 13, 2008

O poder de quem anda nisto há muito tempo

Filed under: Futebol,Internacional,Portugal — Rui Cabral @ 12:24 pm

Este homem é um senhor. Estava convencido da participação na Champions e o Sr. Platini, que disse que não admitia batoteiros, admitiu o FC do Porto. Será também culpa do Benfica?!?

Junho 5, 2008

Realmente.. ficará sempre a questão:

Filed under: Internacional,Política — Ricardo @ 12:23 pm

What If RFK Had Become President?

 

Será desta?

Filed under: Internacional,Política — douradodossantos @ 12:05 pm

Hillary Clinton and Barack Obama.

 

Que a senhora finalmente reconhece a derrota? Acabadas as eleições é assim que vai ser o futuro. Obama a falar e Hillary a ver.

Confesso que aquilo que para muitos era coragem e abnegação, para mim era apego ao poder e medo de encarar uma derrota que no inicio parecia impossível. Desde que Barack Obama embarcou na sua onda de vitória que o destino parecia certo. Os seus discursos empolgantes e a sua mensagem de mudança fizeram toda a diferença.

A Hillary resta o prémio de consolação. Venceu no voto popular. São as particularidades do sistema americano. O que pode fazer com isso fica agora nas suas mãos. Esperemos para ver o futuro. Eu, pessoalmente, não acredito numa posição de vice presidente.

Esperemos agora pelo confronto com McCain. Uma vez mais a Europa torce pelos Democratas.

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