Palermice de Bacalhau

Junho 24, 2008

Entre o estado e a sociedade

Filed under: Arte,Economia,Internacional,Palermices,Política,Portugal — Paulo Rosário @ 1:18 pm

O pessoal anda preocupado com a minha suposta “obsessão” com a homosexualidade. Falham em perceber, que no fundo a existir, a minha obsessão é com a liberdade. Ao almoço discuti com um amigo onde o estado se deve intrometer ou não. Ele aceita o estado quase como o espelho da sociedade, sendo que dá à sociedade o poder máximo. Assim se o estado proíbe a homosexualidade é porque a sociedade o proibe e acredita que a sociedade tem esse direito. Apetece-me citar Margaret Tatcher e dizer “there’s no such thing as society”, mas não acredito nisso. Mas também não acredito que a sociedade seja um “ser superior”, um Big Brother.

Esquece-se o meu amigo que no “contrato social” não abdicamos de todos os direitos e liberdades mas apenas de alguns. Obviamente lembrei-me do 1984. Onde o estado não é definido pela sociedade (tal como em Portugal, ou outro país qualquer do mundo). Argumentaria o meu amigo que “esse estado” não seria reconhecido pela população. Mas a verdade é que em 1984, Orwell mostra como um estado é reconhecido pela sociedade. Aliás é essa a genialidade de 1984 de mostrar como estado e sociedade apesar de interdependentes são coisas diferentes, e que muitas vezes, mais do que uma relação de complementaridade podem ser inimigos (um dia também hei-de escrever de como acho 1984 uma das mais geniais histórias de amor de sempre). E apesar da minha razão ideológica à esquerda, sou obrigado a reconhecer, que em muitos aspectos o estado atenta contra a liberdade e o individuo.

Afinal todo o mundo era controlado com os lemas (amigo: especial atenção para o segundo): “War is Peace; Freedom is Slavery; Ignorance is Strength.

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Maio 30, 2008

Graffiti a arte urbana

Filed under: Arte — Rui Cabral @ 10:51 am

Do Português Soun

Foi com satisfação e surpresa que vi a inicativa “Street Art at Tate Modern” que trata o Graffiti como arte, num dos maiores museus de arte do mundo.

Nós por cá continuamos atrasados e agarrados a concepções de arte tradicionais, mas espero que surja uma evolução neste sentido. Desta forma a distinção entre “vandalo” e “artista” será mais fácil de ser feita pela população face a quem pinta desta forma.

 

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