Palermice de Bacalhau

Julho 1, 2008

Sou Católico não-praticante

Filed under: Internacional — Rui Cabral @ 2:25 pm

                                     

 

O Católico não-praticante é uma realidade muito forte nos dias de hoje, tão forte que existe uma definição do mesmo na wikipedia:

“Católico não-praticante” é um termo utilizado para definir aqueles indivíduos que, apesar serem batizados e se auto-declararem católicos, não praticam a religião em sua plenitude conforme exigido pelo Vaticano. Tal termo não indica um grupo oficialmente estabelecido na Igreja Católica.

Ora ser Católico (pertencer à Igreja Católica Apstólica Romana) e não concordar com a mesma é como ser comunista e estar no PSD à espera que o partido laranja mude de ideias e se torne comunista. Este fim-de-semana contaram-me uma frase de um dos meus padres favorito, ele referiu qualquer coisa como:

Ser Católico não-praticante é como dizer que sou ciclista não praticante.

Esta frase fez-me total sentido e faz-me querer que qualquer Católico não-praticante não é Católico, quanto muito é Cristão.

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3 comentários »

  1. é uma pena que nao pratique nao sua profissao de fé,mas os desejos de Deus:seguir e obedecer os 10 mandamentos da lei de Deus,e da igreja,….vc esta perdendo muitas graças e bençaos,ja que o catolicismo nao é só missa,é tambem participar dos grupos de oraçao da renovaçao carismatica catolica,eventos lindos como cerco de jerico,festa do cristo rei,santas missoes,pentecostes,retiros….tenho certeza que vc tem um dom,um carisma,é só coloca-lo em pratica a serviço da igreja, e da construçao do reino,que se sentira melhor e principalmente,mudado pelo espirito.Nossa religiao é linda e muito vasta em seguimentos que podem te ajudar a se decidir por seguir a Cristo na sua infinita bondade,creia,um futuro proximo,vc estara testemunhando a mudança que Deus fara em sua vida e a alegria de servi-lo dentro de sua igreja-mae.
    Deus tem uma grande bençao pra vc e sua familia,va em busca de sua graça na casa do Senhor,fique em paz….

    Comentar por luiza — Fevereiro 14, 2010 @ 10:28 pm | Responder

  2. Caro Rui, ainda há pouco tempo tive um debate com amigos meus sobre o assunto. Sendo um apóstata, agora agnóstico teísta (ou seja, desde há 20 anos acredito numa força “divina” organizadora e que ultrapassa o inteligível, no entanto não tenho religião) é-me difícil encontrar significado no termo “católico não praticante”. Concordo plenamente com o seu exercício mental neste campo. Seria a mesma coisa que me definir como um Humano não “respirante”: um contra-senso. Como é óbvio, é impossível alguém definir-se ou rever-se em algo que não pratica. Isto é ainda mais exacerbado pelo existência do dogma como lei “divina” e da forma como a igreja a transforma em lei quase natural. O que, por lei da igreja, torna um não praticante num herege. De facto, e no que toca à semântica utilizada de uma ponto-de-vista psicológico, os “não-praticantes” estão num estado de auto-negação. Eles podem-se definir, redefinir, mas não existe explicação que não caia na falácia. Não existe um sentido objectivo no termo, no conceito de “eu sou algo que não pratico”.
    Para a Luiza, e para além de toda a História de perfídia, morte e ostentação, fica a questão da pedofilia praticada pelos padres dessa mesma igreja católica. Crianças que seguiam e obedeciam os 10 mandamentos, que com essa graça e bênção receberam em si algo bem mais material do que o espírito. Uma abominação criada pelos entes superiores de uma igreja que se diz universal e que professa a beleza da infinita bondade. Mentiras … a infinita bondade estará certamente noutro lado. Se é esse o reino que querem criar serei o primeiro a tentar derruba-lo. Reflicta sobre João 2:16 – “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”

    Comentar por Marco — Abril 17, 2010 @ 4:30 am | Responder

  3. Caros amigos: Eu gosto da minha igreja sim. Sei que nela existem pessoas que não vivem a fé em sua totalidade.O caso dos padres pedófilos não abala minha fé, não. Penso assim :a bondade, a justiça, a honestidade, a solidariedade jamais perderão seu valor, mesmo que eu não os pratique. Não importa para mim a infidelidade de alguns católicos, o que importa para mim é que creio na Eucaristia, na Confissão, nos dogmas da Igreja… etc. Creio firmemente que a Igreja de Jesus jamais será abolida, não importa as tempestades, pois elas serão inevitáveis. Enfim, o acento da minha fé está em Jesus e nos sacramentos por ele instituídos. A propósito: o dogma da SS Trindade é para mim o mais belo dos dogmas, pois trata-se do Amor Perfeito. Gosto de debruçar-me sobre Ele, é um adorável exercício para a mente.

    Comentar por angela maria lélis coelho — Julho 6, 2010 @ 6:31 pm | Responder


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