Palermice de Bacalhau

Julho 23, 2008

Momentos

Filed under: Uncategorized — Paulo Rosário @ 6:49 pm

Quando fui viver para Amsterdam fui de comboio. Foram mais de 30 horas, de ressaca, entre Santa Apolónia e a Centraal Station. No meio ainda tive de atravessar paris com 25 kgs de livros e 15kg de roupa.

Quando cheguei a Amsterdam a cidade pareceu-me escura, um absurdo, apanhei um eléctrico até à Leidseplein onde procurava pela pousada da juventude. Passei ao lado do Marriot onde um japonês jantava sozinho, até hoje nunca o disse a ninguém, mas tenho quase a certeza que era o Murakami*. A ideia de eu a sair de Portugal e de a primeira cara conhecida que encontro ser a do Murakami tem de significar algo. Não tem?

*Aproveito para ser snob e dizer que na altura o Murakami não estava traduzido em português

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Julho 21, 2008

Tirar o capuz

Filed under: Palermices — luisdiogo @ 10:08 am

Todos os que me conhecem, sabem do meu interesse pelos temas críticos da nossa sociedade. Da geopolítica, à economia, das artes à ciência, passando, como não poderia deixar de ser, pelo último êxito de Tony Carreira (um bem haja!), sinto que tenho as minhas prioridades bem definidas.

Este post, vem trazer “à baila”, um dos grandes temas das sociedades modernas, a mutilação genital. Antes que comecem a pensar que venho falar das meninas no Yemen, Nigéria, Guiné e outros países africanos, quero desde já afiançar-vos que não.

A minha temática prende-se com a menos debatida e mais universalmente aceite mutilação genital masculina. Apesar de estar em declínio, é ainda muito praticada em países em vias de desenvolvimento (ex. alguns países na micronésia ou EUA). Não vou, como é óbvio explicar no que consiste, de forma a não ferir susceptibilidades, mas posso dizer que em casos extremos, nomeadamente em certos países africanos ou da micronésia, pode chegar ao esmagar de testículos, perfurar a uretra, para além da mais habitual circuncisão, entre outras atrocidades aos nossos pertences.

Mais do que explicar o como e o onde, procuro o porquê. Neste artigo do Economist , surge uma possível explicação.

Alguns neurobiólogos, opinam que a mutilação não é apenas um ritual para tornar os rapazes “just one of the boys”, ou meramente um acto religioso. A concorrência parece surgir como base desta teoria, onde os homens mais velhos de sociedades mais promíscuas, praticavam a mutilação nos mais jovens de forma a que estes não procriassem com as suas mulheres. Curioso.

Confesso que nunca vi os judeus como promíscuos, mas se eles mantêm este hábito, lá têm os seus porquês.

Apenas mais uma nota. No seguimento da notícia, reparo que a circuncisão, apesar de não ter efeito directo na fertilidade, pode dificultar a concepção devido tornar a “inserção do pénis e a ejaculação mais difíceis”. Ou seja trocando por miúdos, teoricamente um tipo leva mais tempo nos preliminares e depois leva mais tempo para ser vir…

Depois deste última observação, alguém tem dúvidas de quem inventou esta atrocidade?


(more…)

Julho 7, 2008

Autobiografia sumária

Filed under: Uncategorized — Paulo Rosário @ 9:12 am

Hoje, enquanto lia e esperava pelo autocarro, pisei um cagalhão.

Julho 4, 2008

Propaganda islâmica!

Filed under: Internacional — douradodossantos @ 2:50 pm

O texto em Árabe diz: “Não as podes impedir mas podes tapar-te”

Podia ser a publicidade a uma qualquer marca de contraceptivos. Mas não. É a comunicação moderna ao serviço dos costumes radicais e tradicionais.

(Aqui)

Post Script: Inicialmente coloquei a seguinte tradução linear: “Não as podes impedir mas podes proteger-te”. Como estamos sempre a aprender, reformulei para a tradução actual. Está mais conforme à mensagem que se quer passar. Trata-se de um e-mail islâmico, que procura incitar as mulheres ao uso do véu. A ideia é de que, ao se taparem as mulheres estarão “protegidas” do assédio masculino.

Distantes da razão.

Filed under: Internacional,Política,Portugal — douradodossantos @ 9:15 am

Julgava que este discurso já não seria possível nos nossos tempos. Bem sei que ainda existem por aí alguns grupos que defendem a revolução pela força, e o povo de enxada numa mão e metralhadora na outra. Mas isto são pequenos devaneios, resquícios de outros tempos, servem mesmo para nos enteter e dar uma boa risada. No fundo, no fundo, sabemos que não estão a falar a sério.

Agora, este discurso do resistir.info é que eu já não achava possível. Lamentar a libertação de 15 reféns de um grupo terrorista (sei que é muito romântica a visão da luta de classes, mas actualmente não passa de um grupo de traficantes e raptores, cujo alvo é frequentemente o povo que tanto alegam defender, e que mantêm sob o seu jugo de terror a população de uma área equivalente à França), é inconcebível nos dias de hoje. Lamentar a libertação de 15 pessoas a quem inqualificavelmente havia sido negado um dos mais elementares direitos humanos apenas pode revelar um total desrespeito pelo homem, pela democracia, e um perigosa alienação da sociedade e dos seus valores.

Adicionalmente, acusar uma ex-candidata presidencial de pertencer à classe política dominante é altamente irónico. E hipócrita. Pergunto, não serão os deputados afectos a estes senhores igualmente parte da classe política dominante? Não serão os lideres da CGTP (no posto à décadas, que os tachos não se largam assim de um momento para o outro) membros da classe política dominante? Não será uma classe política dominante eleita democraticamente, muito melhor e mais justa do que uma classe política dominante eleita pela força e eternizada no poder pelas estruturas de um partido?

Infelizmente, continua a existir uma certa esquerda que envergonha a restante esquerda.

Post Script: O PCP acabou à pouco de votar contra um voto de congratulação pela libertação de Betancourt e que condenava a acção das FARC. Na perspectiva do PCP a libertação da senhora é uma coisa boa. Mas não há nada para condenar no facto de ter sido raptada e feita prisioneira durante 2323 dias (mais ou menos 6 anos), no meio do mato. Deve ser de facto algo perfeitamente natural em nome da luta pelo povo. A minha mente é que não consegue concordar.

No fundo isto não é mais do que um tiro nos pés, dado pelo PCP. Assim todos ficamos a conhecer a sua concepção de luta.

Já agora, não percam aqui este artigo da Agência Bolivariana de Prensa. Parece que estão muito preocupados com a violação do Direito Internacional. Via Blasfémias.

Julho 3, 2008

Como se fazem as coisas na Madeira

Filed under: Madeira,Política — Rui Cabral @ 2:04 pm

José Manuel Coelho é uma voz que incomoda na Madeira, isto porque faz política ao estilo de João Alberto Jardim. Se eu tivesse de imaginar o Alberto João Jardim num partido como o PND imaginaria-o assim, sem tirar nem pôr.

Por isso a Assembleia Legislativa Regional da Madeira (ALRM) mudou o regimento de forma a reduzir a participação de José Manuel Coelho em pouco mais de 2 minutos. Este em protesto lembrou-se de…

Levar um Relógio de cozinha ao pescoço!!!

Ainda me estou a rir neste momento…

Julho 1, 2008

Sou Católico não-praticante

Filed under: Internacional — Rui Cabral @ 2:25 pm

                                     

 

O Católico não-praticante é uma realidade muito forte nos dias de hoje, tão forte que existe uma definição do mesmo na wikipedia:

“Católico não-praticante” é um termo utilizado para definir aqueles indivíduos que, apesar serem batizados e se auto-declararem católicos, não praticam a religião em sua plenitude conforme exigido pelo Vaticano. Tal termo não indica um grupo oficialmente estabelecido na Igreja Católica.

Ora ser Católico (pertencer à Igreja Católica Apstólica Romana) e não concordar com a mesma é como ser comunista e estar no PSD à espera que o partido laranja mude de ideias e se torne comunista. Este fim-de-semana contaram-me uma frase de um dos meus padres favorito, ele referiu qualquer coisa como:

Ser Católico não-praticante é como dizer que sou ciclista não praticante.

Esta frase fez-me total sentido e faz-me querer que qualquer Católico não-praticante não é Católico, quanto muito é Cristão.

Teixeira dos Santos, “O optimista”

Filed under: Economia,Política,Portugal — Rui Cabral @ 9:13 am

A política económica é feita de lags, uma vez que nunca é imediata. Por isso é que quando tomamos uma decisão de política económica devemos ter em conta o passado, o presente e os vários cenários de futuro. Foi isto que escapou a Teixeira dos Santos quando decidiu baixar o IVA 1% num mês onde se irá sentir um grande fluxo de comércio devido ao turismo.

Se por um lado é certo que Teixeira dos Santos nunca acreditou que o petróleo ultrapassasse os 70 dolares por barril, a verdade é que já assumia que errou. A política económica do Ministro das Finanças pretende transmitir optimismo, mas quando esse optimismo é cego passa a ser um optimismo sem credibilidade para os agentes económicos e essa não vale de nada.

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