Palermice de Bacalhau

Maio 31, 2008

Pela concorrência, quando interessa

Filed under: Economia,Política,Portugal — Paulo Rosário @ 9:17 pm

Os pescadores portugueses que usam barcos ingleses, com motores alemães e redes marroquinas, que pescam em águas internacionais e vendem orgulhosamente bacalhau norueguês ficaram hoje indignados por se vender peixe espanhol na praça, como aliás se deve vender em todos os outros dias, é a mentalidade europeia que temos.

No fim até vi um pescador defender a ASAE por o peixe não poder ser vendido em caixas de madeira (ao contrário do que sucede em Espanha). Estranho mundo onde os que querem acabar com um monopólio (da GALP) acham que a melhor maneira é criar o seu próprio, o das pescas.

Anúncios

O anti-Portas em mim

Filed under: Portugal,Uncategorized — Paulo Rosário @ 9:08 pm

Ao fim de sete anos a morar numa cidade, fui finalmente vítima de um carteirista (bolsojacking ?). Levaram-me o telemóvel, que ainda só tinha uma semanita, mas o mais chato é que vou ter de passar os contactos à mão para o novo cartão.

Mas como em muitas coisas, a minha atitude é confusa. Por um lado chateado pela perda, por outro admiro a arte do gajo(ou gaja) que me tirou um telemóvel do bolso sem eu sentir. Olé!

Por fim, continuo a achar Lisboa uma cidade segura.

Greve e Crime

Filed under: Justiça,Portugal — Rui Cabral @ 5:54 pm

Sou uma pessoa que facilmente se irrita com a maior parte das greves que se fazem neste país. A greve é um direito que eu respeito e apoio. Não me chateia minimamente o transtorno que as greves em transportes colectivos implicam e apoio quem as faça com ou sem razão.

O que é que me irrita então? Irrita-me quando aqueles que usufruem do direito à greve tentam impôr a sua vontade a outros que não querem fazer greve ou outros que nada têm a ver com a greve.

O que se passou com os pescadores é vergonhoso, já nem falo o quanto é mau destruir comida por capricho, mas de destruir bens de outros. Os pescadores destruiram peixe que não era deles, mas sim de comerciantes. Isto é crime e não greve. Isto não pode ser tolerável!

É inadmissivel ver declarações por parte da Olhamar – Associação de Armadores do Sotavento que referem a possibilidade de colocar piquetes na lota de Olhão para evitar a venda de peixe “espanhol“. Não sou comerciante, mas detestaria ver alguém que me proibisse de levar a cabo o meu negócio apenas porque esse alguém está de greve.  Isto é crime e não greve e não pode ser tolerável!

A greve é legitima, a destruição de bens de outrém e a limitação da liberdade de outrém prosseguir a sua actividade comercial são atitudes que merecem uma intervenção dura e séria por parte das autoridades.

Maio 30, 2008

Uma Equação Simples

Filed under: Economia,Política,Portugal — Paulo Rosário @ 1:25 pm

+

=

Mota-Engil pretende triplicar facturação nos próximos quatro anos

Liberdade Salarial

Filed under: Economia,Política,Portugal — Rui Cabral @ 11:54 am

As declarações sobre os salários de gestores são altamente incompreesiveis.

Eu, como accionista de uma empresa ou contratante, tenho poder de escolher se pago 500 ou 5000 porque no fundo tenho o poder de escolher o que faço com o meu dinheiro. A unica coisa que os políticos podem, caso queiram, é taxar esses rendimentos e podem inclusivamente ter uma taxa marginal de IRS de 100% para valores extremamente elevaodos.

Mas não o querem fazer, preferem pressionar as empresas deste modo do que tomar acções.

Defendo a liberdade salarial com um tecto mínimo, o salário minimo nacional. Caso os políticos desejem colocar um tecto máximo, estão à vontade, mas não pressionem, façam!

Graffiti a arte urbana

Filed under: Arte — Rui Cabral @ 10:51 am

Do Português Soun

Foi com satisfação e surpresa que vi a inicativa “Street Art at Tate Modern” que trata o Graffiti como arte, num dos maiores museus de arte do mundo.

Nós por cá continuamos atrasados e agarrados a concepções de arte tradicionais, mas espero que surja uma evolução neste sentido. Desta forma a distinção entre “vandalo” e “artista” será mais fácil de ser feita pela população face a quem pinta desta forma.

 

Maio 29, 2008

Misturar alhos com bogalhos

Filed under: Economia,Política,Portugal — Paulo Rosário @ 5:22 pm

Quando os jornais começam a falar em números é quase certo que vão misturar alhos e bogalhos, fala-se de confiança como se fosse uma ciência certa. No entanto o número que mais confusão me faz é o endividamento das familias. O número é lançado para o ar, os portugueses gastam mais 30% do que ganham. E daí? Bem diz o João Miranda que é uma decisão individual. E ao contrário do que muitos pensam não é um problema, façamos as contas: O “António” ganha 15 000 euros ao ano, e acha a casa da sua vida por apenas 30 000 euros! Decide pedir um empréstimo, que paga ao banco uns 50 euros por mês. A verdade é que o António ficou “extremamente endividado”, ganha 15 000 euros e deve 30 000, ou seja deve 200% do seu rendimento! Um irresponsável.

A situação seria gravosa se o endividamento não fosse na grande maioria dos casos para a compra de bens duradouros, mas e mesmo assim, seria uma decisão de cada um.

Como podem ver na imagem a situação de Portugal não é muito diferente de outros países, e os irresponsáveis da Dinamarca devem duas vezes e meia aquilo que ganham.

Dupla Personalidade

Filed under: Política,Portugal — Rui Cabral @ 10:25 am

Considero o Francisco Louçã um dos melhores políticos de sempre. No entanto eu sei, como ele sabe, qual é o seu (e o do Bloco de Esquerda) papel na sociedade portuguesa e esse não é de Responsabilidade e exigência.

Tenho um enorme apreço por Manuel Alegre, mas confesso que parece-me que ele se perdeu e anda atrás de uma economia de estado em vez de uma economia de mercado com preocupações sociais. Na verdade, o apreço que tenho por Manuel Alegre tem diminuído após atingir o expoente máximo na candidatura contra sócrtes (para secretário geral do PS) e na candidatura a presidente da republica. Na verdade decepciona-me uma pessoa que não toma as acções no local que deve tomar, que é na Assembleia da Republica, e depois venha passar esta imagem que é contra o que se está a passar.

Existem dois Manueis Alegres, o do Bloco de Esquerda e o do PS. Um vive na Assembleia da Republica e o outro vivem em debates. Gosto do Manuel Alegre inconformado do PS e não do BE.

João Rodrigues acredita que o “pensamento único” neoliebral é antónimo da resposabilidade democrática e que acreditar no mercado é pensamento único. Os partidos de hoje não se diferenciam por acreditar ou não no mercado, mas sim na forma como acreditam que o governo servirá melhor o país. Acreditar que todos, menos os Bloquistas, querem a desigualdade e injustiça é acreditar numa política dos bons e dos maus sem qualquer ideologia, sem ideias e opiniões e isso sim é recorrer ao pensamento único.

Celebração do livro, dizem eles

Filed under: Economia,Portugal — Paulo Rosário @ 10:05 am

Já fui à feira do livro, hora e meia a subir e descer. Oitenta euros depois e doze livros em sacos o que fica? Talvez mais do que feira seja um mercado, tal e qual o mercado de bairro os vendedores repetem-se ano para ano no mesmo sítio com os mesmo stands. O que nos leva a perguntar sobre a suposta igualdade entre editoras. Este ano a feira foi puxada um pouco mais para baixo, ao topo (que não chega a ser o topo do Eduardo VII), uma enorme tenda de plástico, que deve produzir temperaturas agradáveis em África, alberga um auditório não sei para que conferências. Ou seja 99% da feira do livro é idêntica ao ano passado, e 99% do espaço é dedicado à venda do livro, por isso não faz muito sentido a mistificação da feira do livro como orgia intelectual.

Chego por fim ao pavilhões da Leya, e como era de esperar, não percebi a razão da polémica. A Leya fez a escolha sensata de deixar as pessoas entrar nos pavilhões e deixar também lá os livros, assim caso chova, como chove sempre na feira do livro, os pavilhões protegem os livros e os visitantes e não somente os vendedores.  Seis ou sete pavilhões formam uma praceta, e os pavilhões têm acesso para deficientes motores, vamos criticar isto também com o argumento que o engraçado na feira do livro é a subida da ladeira em calçada com buracos?

Acabei por não comprar nada no pavilhão da Leya, afinal só vou à feira do livro para comprar bem e barato, tal como em qualquer mercado, e como já disse é essa a verdadeira celebração do livro.

Yes we Can

Filed under: Internacional,Política — Rui Cabral @ 12:37 am
Página seguinte »

Create a free website or blog at WordPress.com.