Palermice de Bacalhau

Abril 20, 2008

A semana

Filed under: Futebol,Política — Rui Cabral @ 9:59 pm

Esta semana foi uma desgraça… Mas no fundo só evidencia quem anda muito mal e quem anda muito bem.

E pela positiva preciso de dar os parabens:

  

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Abril 15, 2008

Abriu a época da caça ao “gordo”

Filed under: Uncategorized — douradodossantos @ 5:42 pm

No Japão, o peso médio dos homens é  10%  superior ao que era à 30 anos. O das mulheres cresceu em 6,4%. Os custos com os cuidados médicos cresceram 23%  na década que acabou em 2005, e prevê-se que em 2020 possam ascender a 11,5% do produto interno bruto!

As razões são as de sempre… pouco exercício, alimentação ocidentalizada com predominância do fast food e o envelhecimento das populações.  Perante tal facto o governo do Japão decidiu actuar… e abriu a caça ao obeso!

Uma cidade japonesa criou os “Metabo Rangers“, 5 novos cruzados da vida saudável que, depois de cumprirem um programa específico, são agora elevados à condição de heróis e desdobram-se em entrevistas e aparições públicas onde defendem um modo de vida saudável. Até aqui nada de mais… um pouco de sensibilização com uma pitada de exagero japonês fica sempre bem.

Adicionalmente, o governo decretou que todos os cidadãos com mais de 40 anos têm que efectuar um conjunto de testes para despistar os riscos de doença cardíaca e de diabetes associados à obesidade. Menos-mal, junta-se a prevenção à sensibilização e a coisa parece bem…

O problema chega quando o governo decide entrar pela regulamentação… pois é, um dos disparates mais temidos dos últimos tempos finalmente aconteceu! O governo decidiu que, até 2012, as empresas tem que reduzir em 10% a percentagem de trabalhadores com excesso de peso, e em 25% até 2015. As empresas que não cumprirem serão penalizadas fiscalmente com uma taxa extra para suportar as despesas com o sistema de saúde.

                   

Note-se a surpresa e a ironia… é precisamente no país onde homens com excesso de peso e centenas de quilos de gordura são venerados como semideuses que é inaugurada a época de caça ao obeso. Já imagino os processos de recrutamentos e os novos CV’s… as entrevistas… os CV’s passam a indicar o peso, altura e massa gorda, e nas entrevistas não poderá faltar a pergunta da praxe “Está disposto a perder peso para vir trabalhar nesta companhia?” E os objectivos individuais dos trabalhadores? Passam a englobar a redução de peso dos trabalhadores?

Mais tarde ou mais cedo, o disparate haveria de aparecer… serão os obesos os novos perseguidos da sociedade???

Citando alguém, “Para levar a coisa a sério, espera-se agora que também retirem o subsídio de desemprego aos obesos. Estar parado, e a viver dos rendimentos, também engorda. E engordar fica caro ao Estado. São uns parasitas, estes gordos, é o que é…”

Abril 10, 2008

O Jardim da Madeira

Filed under: Política,Portugal — douradodossantos @ 9:58 am

Depois de Gama, agora é o PND…

Sempre que alguém morre em Portugal, existe o estranho hábito de lhe dirigir todos os elogios existentes, com particular ênfase nos de pessoa séria, boa e trabalhadora, amiga do seu amigo, um exemplo para a sociedade. O rol de elogios é normalmente acompanhado pelo total “esquecimento” dos defeitos e más acções do indivíduo. Já vi livros de críticas e acusações a serem apagados com a morte do sujeito…

Depois de ver a intervenção de Gama (que iam gerando um fim do mundo no PS) e a proposta do PND fiquei assustado a pensar que nunca mais veria um presidente regional em cuecas no Carnaval e confesso que a primeira coisa que fiz foi ir consultar o obituário!!!

Afinal o homem contínua vivo… e continua tudo a ser como no cartaz…

 

Eleições nos EUA (porque o blog está até agora demasiado sério)

Filed under: Política — Ricardo @ 12:22 am
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tirado daqui

Abril 7, 2008

“The Subprime crisis is contained, is contained to planet Earth”

Filed under: Economia — Ricardo @ 1:26 am
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Supostamente, tudo começou em Agosto. A noticia era qualquer coisa como: “Subprime: crédito  de alto risco nos EUA entra em crise”.  Na altura, a generalidade dos Economistas e analistas era unanime: a crise iria ter consequências exclusivamente financeiras, e iria afectar uma franja reduzida do sector financeiro.

(more…)

Abril 6, 2008

António Borges o Ofendido

Filed under: Uncategorized — Rui Cabral @ 9:51 am

 

António Borges diz que foi prejudicado por Manuel Pinho. E desde que saiu da Goldman Sachs pelo seu próprio pé que não para de aparecer melindrado nos jornais económicos.

 

Eu acredito no António Borges.

Acredito que ficou sem contratos devido ao seu activismo político e que saiu pelo seu próprio pé.

 

Primeiro porque neste tipo de empresas não se despede, convida-se a sair. Depois porque é normal quando se afronta um cliente, que esse cliente quebre os contratos.

 

O Estado para Borges era isso, um cliente. E mesmo quando falou na televisão deveria ter o cuidado de não falar sobre clientes e caso fosse descuidado o suficiente para o fazer, deveria ter cuidado como era apresentado, aparecer como António Borges ex-vice-governador do Banco de Portugal ou Economista.

 

Não. Borges nunca teve cuidado e sempre apareceu como vice-president (director executivo) da GS para falar mal de quem contratava os seus serviços. Esta forma de exercer a profissão custou-lhe caro.

 

Augusto Mateus, quando contratado para prestar consultoria sobre o novo aeroporto, apareceu sempre a enfatizar os benefícios de cada solução (primeiro Ota, depois Alcochete). Nunca disse, o Governo fez mal, está a fazer mal, ou irei fazer uma oposição cerrada ao Governo.

 

Mas Borges estava agarrado a dois nomes: Goldman Sachs e Vice-President (Director Executivo).

 

No entanto estou completamente surpreendido com a falta de fair-play de António Borges. Por um lado consegue o Estado, como grande cliente, devido às suas ligações politicas, por outro perde esse mesmo cliente devido ás mesmas relações políticas. Quando tudo correu bem para a GS e mal para os outros, Borges não se indignou, mas no final indigna-se porque já não é ele a ganhar. Pior que isto tudo é vir expor conversas que teve com clientes (sejam lá elas agradáveis ou não, justas ou injustas).

 

Acredito que a GS foi posta de lado devido à forma que António Borges encarava a profissão. Acredito também que foi convidado a sair, uma vez que desde 2005 que não conseguia negócio para a GS em Portugal. É natural e não seria de esperar outra coisa.

 

Esperava mais de António Borges, a sua competência técnica é intocável, já a sua competência como homem de negócios deixa muito a desejar.

 

Abril 4, 2008

A nova ponte sobre o Tejo

Filed under: Política,Portugal — douradodossantos @ 10:36 am

                                                                     pontenova.jpgmapa-das-pontes-sobre-o-tejo.jpgmapa-das-pontes-sobre-o-tejo.jpgmapa-das-pontes-sobre-o-tejo.jpg                                                                                             

O governo anunciou ontem a nova travessia sobre o Tejo no eixo Chelas – Barreiro. A novidade residiu no facto de o anúncio oficial ter sido feito pelo Presidente da Câmara de Lisboa – António Costa – e de o governo ter voltado à solução inicial, mesmo que em Janeiro tivesse decidido recuar e solicitar o parecer do LNEC. Sente o governo que as suas decisões ficam mais legitimadas quando apoiadas em estudos do LNEC. E sente bem. Mas sentiria muito mais se fossem apoiadas em estudos “sérios” e verdadeiramente livres. Porque o que é pedido ao LNEC é que diga, entre duas opções, qual é a melhor. O que dependendo da perspectiva pode significar, que escolha a menos má! Não foi pimagem-virtual-nova-ponte.jpgimagem-virtual-nova-ponte.jpgedido/ permitido ao LNEC (como não foi no caso do aeroporto) que efectuasse um estudo profundo e indicasse a solução que considera ideal. Independentemente de pressupostos iniciais, ou de alternativas já decididas.

                                                                                                      mapa-das-pontes-sobre-o-tejo.jpg 

Não sei qual seria a melhor solução para uma nova travessia sobre o Tejo. Mas o que me parece evidente é que falta um sentido estratégico a todo o processo. Tal como faz falta um plano estratégico para os transportes e acessibilidades em Portugal. A nova ponte terá pouco impacto sobre o tráfego automóvel (se tiver algum será o aumento de veículos no centro de Lisboa), pois vai retirar veículos a uma ponte que está longe de esgotada e onde não existem problemas de congestionamento de maior. Mas vai igualmente criar sérios problemas à navegação no estuário do Tejo e comprometer a operacionalidade do porto de Lisboa. Isto para não referir temas cada vez mais relevantes, como o impacto visual e paisagístico na região de Lisboa. Não existem pontes invisíveis. Mas existem enquadramentos paisagísticos. E a qualidade dos mesmos é hoje um facto essencial para a qualidade de vida das populações. A beleza arquitectónica das cidades é hoje um factor essencial para a qualidade das cidades, para o bem-estar das populações e para a valorização das mesmas enquanto pólos aglutinadores. A questão paisagística continua a ser tratada como algo menor. Quando deveria ser tratada como algo fundamental. Em especial numa fase em que Lisboa poderia lançar-se definitivamente para se tornar uma referência turística, à medida que vai conseguindo juntar uma oferta cultural ao seu leque tradicional.

Mas existem ainda outras questões. É por demais evidente que o descongestionamento da ponte 25 de Abril apenas é possível com a construção da ligação Algés – Trafaria. Os peritos (e não eu) afirmam esta como a solução ideal, a única que permite simultaneamente libertar a ponte 25 de Abril e desviar tráfego do centro de Lisboa. Se for uma ligação por túnel com reduzido impacto na navegação do porto de Lisboa (infra-estrutura muito importante para a vitalidade económica de Lisboa e do país e que não pode ser negligenciada) e reduzido impacto visual, tanto melhor.

Numa altura em que o próprio governo já admitiu que a hipótese Algés – Trafaria está em cima da mesa, construir em simultâneo duas novas travessias sobre o Tejo deixa pelo menos muitas dúvidas quanto ao correcto planeamento das acessibilidades em Lisboa. E soa a um enorme desperdício dos escassos recursos do Estado.

Embora eu seja frontalmente contra a construção do TGV, no que eu considero um desperdício de recursos, o mesmo parece ser uma inevitabilidade. Contudo, gostava de saber se não existia a possibilidade de efectuar a ligação do mesmo através da zona de Vila Franca de Xira ou de Alverca. Qual seria o impacto financeiro nos custos do mesmo e o temporal na duração de cada viagem. E até que ponto esse impacto temporal anularia os objectivos do TGV. Um TGV a passar em Vila Franca e uma ligação em túnel (quiçá com o metro incluído) entre Algés e Trafaria, poderiam poupar recursos do Estado e ter um impacto superior na qualidade de vida das populações.

Independentemente das decisões que sejam as mais apropriadas, o que eu gostaria era de ver um plano estratégico para os transportes e acessibilidades, onde os diversos passos estivessem devidamente planeados e não ao sabor das necessidades! Esse plano deveria integrar as ligações ferroviárias e rodoviárias mas também as estruturas aeroportuárias e portuárias. Deveria conceber no médio/ longo prazo que tipo de ligações queremos ter. E ter isso em atenção com as questões ambientais e a qualidade de vida das populações.

Ontem, ouvi alguns peritos a manifestar a sua opinião contra a nova ponte (e não estou a falar das associações ecologistas). Não sendo eu especialista no assunto, não consegui deixar de concordar com muitos dos aspectos referidos!!!

                                                                                             

Abril 2, 2008

Carolina Michaelis

Filed under: Política,Portugal — Rui Cabral @ 11:21 pm

Um episódio que não demonstra o que demais perigoso se passa nas escolas portuguesas, mas no entanto demonstra porque é que o resultado do sistema de ensino português é tão pobre.

Aproveitando um modelo conceptual desenvolvido por uma consultora é fácil entender onde está o problema:

 educacao.png

A consequência desta mediocridade é existirem pessoas que acham que a resolução é dar “duas chapadas” numa das duas crianças que estavam a lutar pelo telemovel. Saudades de outros tempos?

escolaaaa.jpg

Abril 1, 2008

A política fiscal segundo Menezes

Filed under: Política — douradodossantos @ 2:08 pm

Luís Filipe Menezes. É este o nome. É este senhor que este fim-de-semana partilhou com o mundo a sua epifania! E pediu-nos a todos para apoiar! Pois bem, que prometeu e disse este senhor? Simples, em 4 anos este senhor garante conseguir criar todas as condições (económicas, orçamentais, etc) para igualar a taxa de imposto de Portugal à Espanhola! Só a ideia já causa arrepios! Mas o verdadeiramente arrepiante nem é isto! É o conceito que Menezes tentou transmitir! É que segundo ele, a política fiscal dos dois países deve ser harmonizada e implementada em conjunto, ou seja, devem estar indexadas uma à outra! Eu passo a citar para que a ideia fique mais clara: “aquela que for a carga fiscal de um lado da fronteira terá que ser a carga fiscal do outro lado da fronteira”, ou seja, Menezes teve a ideia pioneira de indexar a carga fiscal de um país à de outro! Será que isto já foi tentado antes em algum local? Sinceramente eu não sei! Mas já estou a imaginar como seria se Luís Filipe Menezes fosse eleito para nosso primeiro (felizmente que estamos a salvo dessa calamidade)! Estou a vê-lo a pegar no telefone, ligar para o outro lado da fronteira e dizer, Zapatero pá…precisamos de falar… sabes é que eu andei aqui a fazer uma pontes, aeroportos e afins e agora tenho um pequenino problema com o défice… é que à alguns anos atrás, quando se estava a tentar resolver a situação, assim que o doente parou de espirrar (embora ainda tossisse) mandámo-lo logo para a neve, e parece que agora apanhou uma pneumonia!!! Enfim, o que eu queria mesmo dizer é que tens que subir os impostos! E o Zapatero: Hombre, mas estás loco? Yo no tengo défice!!!” Ao que o Menezes replica, eu sei pá… mas depois da história dos impostos de um país iguais aos do outro, isto agora já não dá para ser diferente… eu prometi e promessa é promessa… temos um défice elevado e precisamos de impostos para o baixar!!! O Zapatero ainda tentou replicar com um: Hombre, pero tu es un político! Las promessas no son sérias!!!!” Mas não havia nada a fazer… o Menezes disse que Espanha tinha que subir porque Portugal precisava e olhem… o Zapatero lá teve que aceder… consta que no fim o Menezes até pode ter dito um… “Poreiro pá!” Serei o único a achas a história inverosímil?

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É por estas e por outras que que o Pacheco Pereira já avisou que o futuro do PSD se discute em 2008…

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