Palermice de Bacalhau

Abril 6, 2008

António Borges o Ofendido

Filed under: Uncategorized — Rui Cabral @ 9:51 am

 

António Borges diz que foi prejudicado por Manuel Pinho. E desde que saiu da Goldman Sachs pelo seu próprio pé que não para de aparecer melindrado nos jornais económicos.

 

Eu acredito no António Borges.

Acredito que ficou sem contratos devido ao seu activismo político e que saiu pelo seu próprio pé.

 

Primeiro porque neste tipo de empresas não se despede, convida-se a sair. Depois porque é normal quando se afronta um cliente, que esse cliente quebre os contratos.

 

O Estado para Borges era isso, um cliente. E mesmo quando falou na televisão deveria ter o cuidado de não falar sobre clientes e caso fosse descuidado o suficiente para o fazer, deveria ter cuidado como era apresentado, aparecer como António Borges ex-vice-governador do Banco de Portugal ou Economista.

 

Não. Borges nunca teve cuidado e sempre apareceu como vice-president (director executivo) da GS para falar mal de quem contratava os seus serviços. Esta forma de exercer a profissão custou-lhe caro.

 

Augusto Mateus, quando contratado para prestar consultoria sobre o novo aeroporto, apareceu sempre a enfatizar os benefícios de cada solução (primeiro Ota, depois Alcochete). Nunca disse, o Governo fez mal, está a fazer mal, ou irei fazer uma oposição cerrada ao Governo.

 

Mas Borges estava agarrado a dois nomes: Goldman Sachs e Vice-President (Director Executivo).

 

No entanto estou completamente surpreendido com a falta de fair-play de António Borges. Por um lado consegue o Estado, como grande cliente, devido às suas ligações politicas, por outro perde esse mesmo cliente devido ás mesmas relações políticas. Quando tudo correu bem para a GS e mal para os outros, Borges não se indignou, mas no final indigna-se porque já não é ele a ganhar. Pior que isto tudo é vir expor conversas que teve com clientes (sejam lá elas agradáveis ou não, justas ou injustas).

 

Acredito que a GS foi posta de lado devido à forma que António Borges encarava a profissão. Acredito também que foi convidado a sair, uma vez que desde 2005 que não conseguia negócio para a GS em Portugal. É natural e não seria de esperar outra coisa.

 

Esperava mais de António Borges, a sua competência técnica é intocável, já a sua competência como homem de negócios deixa muito a desejar.

 

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