
Há uns dias quando escrevi sobre os custos escondidos de comprar casas fora do centro, alguém me disse que estes custos eram psicológicos e que não davam para pagar férias. Mas a verdade é que estes custos não são meramente psicológicos, e mesmo que o fossem, a parte psicológica é parte fundamental do meu ser.
Como consequência dos elevados custos de transporte, subida do petróleo e tal, e visto que esta subida deve muito pouco aos especuladores como tanta boa gente gostava de acreditar, notícia o NY Times, como as casas suburbanas têm vindo a desvalorizar a um ritmo muito mais acelerado que as casas “mais próximas”. Afinal como diz um suburbano, complementando a imagem incompleta de outros suburbanos:
“Living closer in, in a smaller space, where you don’t have that commute,” he said. “It’s definitely something we talk about. Before it was ‘we spend too much time driving.’ Now, it’s ‘we spend too much time and money driving.’ ”

O humor é apresentado de formas diferentes, piadas, filmes, livros, histórias, etc…Pensava que já conhecia todas as formas, mas como em todas as vezes em que pensamos “saber tudo”, estava errado. Este blogue dedica-se a fazer piadas com gráficos, e alguns, são intelegentemente hilariantes.


Mas esta, pensava que estava claro, ainda é mais fácil.


Ou muito me engano ou esta é uma das melhores frases do mundo. E se assumimos este axioma, e eu assumo, não faz sentido questionarmos outros sobre algo que é “self-evident”, sobre o risco de nos contradizermos. E de no final de conta afirmarmos nós próprios, ainda que de forma indirecta, que nem todos os homens são criados como iguais.

Diz a Fernanda Câncio, e bem, desmistificando alguns conceitos de que o casamento homosexual é “algo diferente”, e destaco como identifica uma linha de raciocínio que infelizmente vejo entre amigos “Usar o preconceito e a discriminação para justificar o preconceito e a discriminação é, convenhamos, pouco sério.”
Na integra (editing da minha responsabilidade):
a 16 de junho foi lançado, na livraria almedina, no atrium saldanha, o livro ‘o casamento das pessoas do mesmo sexo’, que reúne três pareceres jurídicos apresentados ao tribunal constitucional no âmbito do recurso de helena paixão e teresa pires, duas mulheres que tentaram casar em fevereiro de 2006 numa conservatória de lisboa e que viram a sua pretensão sucessivamente rejeitada nas várias instâncias. fiz a apresentação do livro, com o texto que se segue.
Antes de mais, queria agradecer o convite para apresentar este livro, convite que muito me honra. E queria antes de mais também exprimir aqui a minha estranheza por ter descoberto, numa nota de rodapé na página 57, que a direcção da revista do Ministério Público recusou a publicação de dois dos pareceres coligidos neste volume por achar, e cito, que o ambiente não seria o ideal para a respectiva publicação e que para divulgar e debater o tema, era “melhor” pôr em confronto posições contrárias. Estando a posição contrária obviamente representada na situação e no Código Civil, esta atitude da direcção da revista do MP surge no mínimo bizarra e digna de nota, evidenciando um desconforto com este assunto que, se é habitual em vários quadrantes, nomeadamente políticos e religiosos, não seria de esperar da parte de quem se propõe debater leis e perspectivas legais.
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