Quando fui viver para Amsterdam fui de comboio. Foram mais de 30 horas, de ressaca, entre Santa Apolónia e a Centraal Station. No meio ainda tive de atravessar paris com 25 kgs de livros e 15kg de roupa.
Quando cheguei a Amsterdam a cidade pareceu-me escura, um absurdo, apanhei um eléctrico até à Leidseplein onde procurava pela pousada da juventude. Passei ao lado do Marriot onde um japonês jantava sozinho, até hoje nunca o disse a ninguém, mas tenho quase a certeza que era o Murakami*. A ideia de eu a sair de Portugal e de a primeira cara conhecida que encontro ser a do Murakami tem de significar algo. Não tem?
*Aproveito para ser snob e dizer que na altura o Murakami não estava traduzido em português
Vamos lá aproveitar o “momentos” para fazer disto algo digno de vocês.
Gostei dos últimos 2 post…
Comentário por Mónica — Julho 28, 2008 @ 6:59 pm |
Caro Paulo, telefonei agora ao Murakami e ele garantiu-me que nunca esteve em Amesterdão. Disse-me mesmo «É natural a confusão porque todos os japoneses são iguais». Um abraço.
Comentário por Tomás Vasques — Outubro 20, 2008 @ 7:36 pm |