A PJ apreendeu haxixe num barco de pesca, engraçado é pensar que o dono deste barco de pesca provavelmente terão estado nas manifestações para obterem o gásoleo mais barato. Mais engraçado ainda é pensar que o gasóleo que eles tinham no barco é financiado pelo o Estado Português, ou seja, nós todos.
Junho 26, 2008
Dúvidas houvessem
Agora que as primárias acabam, o meu apoio, e uns eventuais 20 doláres irão para Obama. A foto parece confirmar algumas teses antigas. É também no mínimo curioso que o ipod de Obama seja alvo da análise política de vários jornais e bloggers.
Estranha forma de humor
O humor é apresentado de formas diferentes, piadas, filmes, livros, histórias, etc…Pensava que já conhecia todas as formas, mas como em todas as vezes em que pensamos “saber tudo”, estava errado. Este blogue dedica-se a fazer piadas com gráficos, e alguns, são intelegentemente hilariantes.
Junho 25, 2008
Matar Animais = Partir Vidros ?
=
?!?
Mais estupefacto fiquei quando verifiquei que o ordenamento jurídico português não contempla o crime de agressão a animais, ou seja, a única maneira de punir criminalmente é encarando a agressão como um crime de dano de propriedade.
Eu não consigo encarar a agressão a um animal como um dano de propriedade. Para mim um animal, uma vida de um animal tem um valor diferente do que a de um objecto que possa constituir a minha propriedade.
A sociedade precisa de evoluir e passar a encarar este crime de outra forma que não o dano de propriedade.
Esta escolha pode ser fácil…

Mas esta, pensava que estava claro, ainda é mais fácil.

Menos Estado, porque não?
José Castro Caldas fez uma descoberta interessante: A diminuição do peso do Estado no PIB tem vindo a reflectir-se nas comprasr do Estado.
Isto para mim são boas noticias, significa que o Estado está a procurar gastar menos mas mantendo os mesmos serviços (e espero, a qualidade dos mesmos). No entanto este ladrão de bicicletas é cego por crenças e fé tirando conclusões absurdas. Por um lado refere que a despesa pública no PIB diminui e que o “monstro fica mais magro” mas por outro diz que “não fica mais barato”. Os gráficos no post referem exactamente o contrário, fica mais barato.
Ricardo Paes Mamede põe-se a fazer um enorme esforço para tentar justificar que na realidade esta “faceta do neoliberalismo” (qual? a de comprar mais barato em vez de sermos nós a produzir?) com custos de regulação, como se estes não estivessem incluídos no “total da despesa pública do Estado”. No final deixa um outro argumento brilhante:
“E a comunidade, há alguém capaz de garantir que fica melhor servida?” do mesmo modo poderemos perguntar: “E a comunidade, há alguém capaz de garantir que não fica melhor servida?
Agrada-me que o Estado, ao qual contribuo alegremente todos os meses, faça uma boa gestão do meu dinheiro e entregue à provisão privada aquilo que deve ser entregue.
Eu, não falto um dia ao meu trabalho para tentar arranjar uma máquina de lavar, recorro a um especialista se aquilo que eu tiver de lhe pagar for inferior ao dinheiro que perco por não ir trabalhar. Porque é que o Estado há-de ser diferente? Porque é que estas pessoas são “neoliberais” nos seus lares e “anti-neliberais” com o dinheiro dos outros?
Junho 24, 2008
Longe hoje, perto amanhã
Os conceitos de longe e perto têm sofrido alterações contínuas ao longo do tempo isto porque as pessoas atribuem ao Longe e ao Perto dimensões práticas como o custo e o tempo.
Hoje o Algarve encontra-se mais próximo do de Lisboa do que há 800 anos e mesmo do que há 10 anos, não porque se faz em menos quilómetros mas porque se faz em menos tempo. Esta evolução tem-se dado entre regiões mas também entre cidades. Hoje em dia Loures, Sintra e Setúbal estão mais perto de Lisboa do que estavam há 15 anos. Isto faz com que hoje em dia é possível que uma pessoa que more fora da cidade de lisboa consiga chegar a determinados locais desta mais rapidamente que pessoas que vivam em Lisboa.
Neste caso as cidades como Lisboa e Porto deixam de ser tão apeteciveis, e com menos pessoas para servir surgem reestruturações na rede de transporte com vista à sua diminuição (Carris rede 7) e por outro lado expansões entre cidades (metro de lisboa) trocando as voltas ao que era longe e perto.
Perguntar ofende

“We hold these truths to be self-evident: That all men are created equal.”
Ou muito me engano ou esta é uma das melhores frases do mundo. E se assumimos este axioma, e eu assumo, não faz sentido questionarmos outros sobre algo que é “self-evident”, sobre o risco de nos contradizermos. E de no final de conta afirmarmos nós próprios, ainda que de forma indirecta, que nem todos os homens são criados como iguais.
Obsessão
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Diz a Fernanda Câncio, e bem, desmistificando alguns conceitos de que o casamento homosexual é “algo diferente”, e destaco como identifica uma linha de raciocínio que infelizmente vejo entre amigos “Usar o preconceito e a discriminação para justificar o preconceito e a discriminação é, convenhamos, pouco sério.”
Na integra (editing da minha responsabilidade):
a 16 de junho foi lançado, na livraria almedina, no atrium saldanha, o livro ‘o casamento das pessoas do mesmo sexo’, que reúne três pareceres jurídicos apresentados ao tribunal constitucional no âmbito do recurso de helena paixão e teresa pires, duas mulheres que tentaram casar em fevereiro de 2006 numa conservatória de lisboa e que viram a sua pretensão sucessivamente rejeitada nas várias instâncias. fiz a apresentação do livro, com o texto que se segue.
Antes de mais, queria agradecer o convite para apresentar este livro, convite que muito me honra. E queria antes de mais também exprimir aqui a minha estranheza por ter descoberto, numa nota de rodapé na página 57, que a direcção da revista do Ministério Público recusou a publicação de dois dos pareceres coligidos neste volume por achar, e cito, que o ambiente não seria o ideal para a respectiva publicação e que para divulgar e debater o tema, era “melhor” pôr em confronto posições contrárias. Estando a posição contrária obviamente representada na situação e no Código Civil, esta atitude da direcção da revista do MP surge no mínimo bizarra e digna de nota, evidenciando um desconforto com este assunto que, se é habitual em vários quadrantes, nomeadamente políticos e religiosos, não seria de esperar da parte de quem se propõe debater leis e perspectivas legais.
Nunca esperei que este dia chegasse – Será da Idade?
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“”They are casting their problems at society. And, you know, there’s no such thing as society. There are individual men and women and there are families. And no government can do anything except through people, and people must look after themselves first. It is our duty to look after ourselves and then, also, to look after our neighbours.”
A verdade é que não posso deixar de concordar com esta declaração na sua essência.



