
Há uns dias quando escrevi sobre os custos escondidos de comprar casas fora do centro, alguém me disse que estes custos eram psicológicos e que não davam para pagar férias. Mas a verdade é que estes custos não são meramente psicológicos, e mesmo que o fossem, a parte psicológica é parte fundamental do meu ser.
Como consequência dos elevados custos de transporte, subida do petróleo e tal, e visto que esta subida deve muito pouco aos especuladores como tanta boa gente gostava de acreditar, notícia o NY Times, como as casas suburbanas têm vindo a desvalorizar a um ritmo muito mais acelerado que as casas “mais próximas”. Afinal como diz um suburbano, complementando a imagem incompleta de outros suburbanos:
“Living closer in, in a smaller space, where you don’t have that commute,” he said. “It’s definitely something we talk about. Before it was ‘we spend too much time driving.’ Now, it’s ‘we spend too much time and money driving.’ ”
Na minha opinião incorres em dois erros fundamentais neste post. O primeiro tem a ver com o te referes ao detentor da verdade ao referires “visto que esta subida deve muito pouco aos especuladores”, tu acreditas que não tal como o Krugman acredita que sim, ninguém sabe se é ou não. O Segundo erro já começa a ser constante, assumes que a realidade americana é um espelho da realidade de todos os locais do mundo inclusive Portugal.
Os suburbios na America são detidos por pessoas de elevados rendimentos ao contrário do que se verifica em portugal, portanto todas essas dinâmicas não sei se serão aplicáveis.
Comentário por Rui Cabral — Junho 26, 2008 @ 2:57 pm |
Acho o que o Paulo Rosario está a comparar é a ideia e nao a topologia em que esta ideia esta inserida, por isso os exemplos Americanos até sao correctos se o leitor estiver atento que esta se a falar dos EUA e ter o cuidado de transpor a ideia para a realidade europea ou portuguesa.
Nessa discusao dos custos escondidos de transporte. Cada um sabe o valor do custo que esta escondido nas suas viagens. Talvez é possivel ja fazer uma distinçao entre varios tipos de pessoas:
- esteriotipe de um funcionario publico: que passa a maior parte do tempo laborar a espera que o mesmo acaba, por isso para ele esperar mais 1 ou 2 horas nos transportes nao é tarefa dificil
- individuos que conseguem aproveitar o tempo de viagem a fazer aquilo que gostam: ouvir radio, música, ler, fazer trabalhos de casa, etc. e para quem a desutilidade da viagem é compensada pela útilidade do local para onde viagem.
- outros
Os calculos do Paulo fazem todo os sentido, falta é arranjar uma metodologia certa para medir a útilidade e a desutilidade que como muitos de nos sabemos continua a ser um dos pontos fracos na ciencia económica
Comentário por bone encarnado — Junho 26, 2008 @ 10:58 pm |
Utilidade não é dinheiro e a fronteira encontra-se na restrição orçamental, ou seja, por mais que algo te dê mais utilidade se a tua restrição orçamental não te possibilitar atingir essa utilidade, não atinges.
Comentário por Rui Cabral — Junho 27, 2008 @ 8:48 am |
Ok, então posso alterar a minha última frase para, mas que noto não invalida o argumento inicial:
Os cálculos do Paulo fazem todo o sentido, falta é arranjar uma metodologia certa para medir a utilidade, desutilidade e a verídica restrição orçamental que como muitos de nos sabemos continua a ser um dos pontos fracos na ciência económica
Comentário por bone vermelho — Junho 27, 2008 @ 12:33 pm |
Os fatores que envolvem o tema são amplos, acrescento os ganhos em escala e a realidade do tráfego de veículos em cada país. Sou professor universitário e funcionário público em Belo Horizonte, Brasil. Voltar todos os dias para a minha residência, distância de 14km, tornou-se um grande sacrifício. O que fiz, dividi um apartamento em um bairro próximo ao centro da cidade. No final do mês, meu bolso e meu corpo ficaram agradecidos, e porque não a mente?
Comentário por Marcos A. Nunes — Janeiro 21, 2009 @ 1:02 pm |