
Se existe algo que me faz confusão é a aversão à mudança por parte de jovens. Se por um lado é verdade que os extremos se tocam, por outro os jovens devem impulsionar a mudança transformista nesta sociedade.
Quando leio posts destes, penso que quem os escreve é uma pessoa que não consegue compreender a mudança e os factores que a impulsionam. Defender algo apenas porque é tradição é capaz de ser o argumento mais errado de todos, uma vez que se algo deve ser mantido deverão exisitir várias razões muito mais apeteciveis do que “porque sempre foi assim”. Mas para rir mesmo é aqueles que acusam de Saloice Irresponsável aquilo que é feito por europeus… contra aquilo que os típicos saloios sempre fizeram erradamente.
Tradição é isso mesmo, sempre se fez assim ou, pior, já se faz assim há muito tempo. A mudança é algo fantástico, hoje, felizmente, como com mais higiene (eu já estive no hospital por ter apanhado salmonelas num restaurante) e confio no trabalho que a ASAE desempenha. A ciência avançou e avança de forma a dizer-nos que não devemos continuar a fazer certas coisas como fazemos, mesmo que as façamos há já algum tempo.
Os devaneios intelectuais (que me fazem sorrir de incredulidade) daqueles que pensam que os produtores não devem seguir o “que está na moda” é algo excepcional. Pessoalmente, gostava que essas pessoas se dedicassem à produção daquilo que não se vende e não tem mercado. No fundo que colocassem o dinheiro deles onde têm a boca. O pior é que eles lutam, não para colar o dinheiro deles nestas ideias, mas sim o dinheiro de todos nós!
Gosto da mudança para melhor, de saber que não vivo numa didatura porque mudámos, de saber que hoje é possível a interrupção voluntária da gravidez (apesar da tradição portuguesa não ter sido essa desde sempre) e mais engraçado ainda, pelas mães deste país não alimentarem os seus filhos com sopas de cavalo cansado que algumas pessoas devem achar que são bem melhores que a Cerelac… porque é tradição portuguesa!